Pedaços
O homem que comove mariposas
não consegue manipular canivetes.
Vivendo em uma Glasshouse, escrevendo em vidraças e paredes, poemas cicatrizes, músicas ouvidas nos sonhos, sinfonias de frases insones que escapam ao simples contato do papel, e a breviedade da tinta que a caneta guarda.
Meus pais sempre quiseram alguém que pudesse manter a racionalidade das coisas em seu devido lugar, que não se deixasse levar em considerações por momentos encantatórios, toques pornográficos, ou apenas um simples vagar de abismos internos.
Não pude ser como eles quiseram. Não pude ser como os amigos quiseram, não quis ser o que pensava querer.
Apenas sou. Perdi todos.
Vivendo em uma Glasshouse. Um dia eu a encontrei, seu nome : Infância. Foram horas mágicas, horas nuas de toda a placidez necessária, e solares merecidos. Olhei-a nos olhos, talvez superficiais demais para que eu fitasse tão dentro, porém eu vi mundos partidos, órbitas escurecidas de traumas complexos, dias perdidos em memórias fugazes, e não quis mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais...
Mutilei-a , rasguei esse corpo de falsa luz com toda a voracidade que continha, o ódio tomou asas, cortou-me as pétalas da paciência e juventude excitada, noites e noites febris , delirando outros, viajando universos rompidos, como se fossem ventrem violados, mesmo com uma vida em ascensão lá dentro.
Vivendo em uma Glasshouse, eu quis voltar.
não consegue manipular canivetes.
Vivendo em uma Glasshouse, escrevendo em vidraças e paredes, poemas cicatrizes, músicas ouvidas nos sonhos, sinfonias de frases insones que escapam ao simples contato do papel, e a breviedade da tinta que a caneta guarda.
Meus pais sempre quiseram alguém que pudesse manter a racionalidade das coisas em seu devido lugar, que não se deixasse levar em considerações por momentos encantatórios, toques pornográficos, ou apenas um simples vagar de abismos internos.
Não pude ser como eles quiseram. Não pude ser como os amigos quiseram, não quis ser o que pensava querer.
Apenas sou. Perdi todos.
Vivendo em uma Glasshouse. Um dia eu a encontrei, seu nome : Infância. Foram horas mágicas, horas nuas de toda a placidez necessária, e solares merecidos. Olhei-a nos olhos, talvez superficiais demais para que eu fitasse tão dentro, porém eu vi mundos partidos, órbitas escurecidas de traumas complexos, dias perdidos em memórias fugazes, e não quis mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais...
Mutilei-a , rasguei esse corpo de falsa luz com toda a voracidade que continha, o ódio tomou asas, cortou-me as pétalas da paciência e juventude excitada, noites e noites febris , delirando outros, viajando universos rompidos, como se fossem ventrem violados, mesmo com uma vida em ascensão lá dentro.
Vivendo em uma Glasshouse, eu quis voltar.


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