Confissão
Quisera eu jamais declinar
Mais uma manhã.
Romper seus aromas sensoriais
Aos suspiros sobressaltados,
Mover minhas mãos nostálgicas
Sob auroras emocionadas,
Dourar meus gestos pálidos,
Soltar-me
Dos vários laços despertos.
Sentir à tudo
Como se tudo me sentisse,
Aos avessos.
De tanto sentir
Ousar deslocar os meus gigantes.
Atravessar a longa trilha inversa
Longa,
Através da intensidade
De um único
Instante.
Partir as máscaras
Que me vestem .
Arriscar o perigo
De correr atrás dos ventos
Às quatro direções desfixadas,
Aos quatro turbilhões vorazes
Do meu eu.
Reverdecer os jardins da infância,
Sobre o vazio do mesmo círculo crescente.
Riscar no dorso da vida
Cortante
Meus sinais, minha chance, meu nome.
Respirar pelos seus poros meus ares.
Conversar outros tempos,
Ver brilhar as sete divindades,
Cores do sol.
Ser mágoa quando mágoa,
Divisar mares furiosos
Da minha tristeza envolvente.
Ser riso como se a alegria me fosse
Toda a essência e dança.
Ser poesia,
Fazer da cadência minha nova voz,
Morrer todos os meus Deuses.
Há tantas constelações à dizer e avançar,
Há tantas sinfonias em fulgores à meditar
Há tantos desígnios solares à romper e aspirar,
Há tantas esferas-passados à partir e recordar .
Quero ousar as profusões dos sentidos
Em visões memoráveis.
Lançando sem ver minhas pérolas,
Errante.
Florescer sem vaidades
Minhas sementes,
Sobre pedras, entre sombras, e espinhos.
À espera do primaveril desabrochar sutil
Da interna flor do infinito.
Ouvindo: Radiohead - I Might Be Wrong (acoustic version)
Mais uma manhã.
Romper seus aromas sensoriais
Aos suspiros sobressaltados,
Mover minhas mãos nostálgicas
Sob auroras emocionadas,
Dourar meus gestos pálidos,
Soltar-me
Dos vários laços despertos.
Sentir à tudo
Como se tudo me sentisse,
Aos avessos.
De tanto sentir
Ousar deslocar os meus gigantes.
Atravessar a longa trilha inversa
Longa,
Através da intensidade
De um único
Instante.
Partir as máscaras
Que me vestem .
Arriscar o perigo
De correr atrás dos ventos
Às quatro direções desfixadas,
Aos quatro turbilhões vorazes
Do meu eu.
Reverdecer os jardins da infância,
Sobre o vazio do mesmo círculo crescente.
Riscar no dorso da vida
Cortante
Meus sinais, minha chance, meu nome.
Respirar pelos seus poros meus ares.
Conversar outros tempos,
Ver brilhar as sete divindades,
Cores do sol.
Ser mágoa quando mágoa,
Divisar mares furiosos
Da minha tristeza envolvente.
Ser riso como se a alegria me fosse
Toda a essência e dança.
Ser poesia,
Fazer da cadência minha nova voz,
Morrer todos os meus Deuses.
Há tantas constelações à dizer e avançar,
Há tantas sinfonias em fulgores à meditar
Há tantos desígnios solares à romper e aspirar,
Há tantas esferas-passados à partir e recordar .
Quero ousar as profusões dos sentidos
Em visões memoráveis.
Lançando sem ver minhas pérolas,
Errante.
Florescer sem vaidades
Minhas sementes,
Sobre pedras, entre sombras, e espinhos.
À espera do primaveril desabrochar sutil
Da interna flor do infinito.
Ouvindo: Radiohead - I Might Be Wrong (acoustic version)


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