Palavras improvisadas
Eu não tenho a sorte do infeliz
E não quero mais que tenha dó de mim.
Doris Day - Gram
Sou triste. Isso é fato. Penso nisso todos os dias. Com as mãos nos bolsos caminhei esta tarde inteira pelo parque, vi as crianças ao redor, vi a fraca luz do sol que tentava despontar entre as árvores, vi o pequeno sorriso daquele senhor de cabelos brancos, talvez um deus em plena meditação, talvez apenas uma pessoa comum aguardando a abertura dos portais do destino.
Tenho um sensibilidade que não consigo controlar, é tão intensa e dolorosa, é uma flor que nasce dentro de um corte. Me dizem que sou amargo, mas não consigo ter raiva de alguém que me faça o maior dos males, ou odiar o que quer que seja. Não sou amargo em hipótese alguma, meus poucos amigos bem o sabem, até mesmo me dizem para não ter tanta atenção assim com todos, pois isso me traria mais desolação e tristeza. Mas não sei ser menos, sou assim.
Não cultivo jardins de angústias, mesmo se um anjo me diz palavras cortantes sobre um eu que nunca fui, um eu que nunca me será, apenas declino em mágoa passageira, sem um traço de ressentimento, pois sei que tudo é tão rápido e às vezes sem qualquer importância, a alegria de hoje, pode ser o abismo de amanhã, a questão é como você vê a alegria, e o abismo, ou melhor: a questão é como você os sente.
A vida é como um castelo de cartas, pode-se começar muito bem, colocando-as em posições sólidas e estáveis, porém qualquer sopro na brisa pode derrubá-lo facilmente. Ou pode começar sem conseguir equilibrar uma carta que seja, porém você pensa sobre maneiras de manter este castelo em pé, tão firme quanto possível. Eis que aparece o segredo, não basta ter somente a logística e sim o sentimento, junto à ela. Eis a dualidade que chamam de prazer e dor, nada mais são que a mesma coisa, vistas de outros modos.
Ouvindo:
Polly Jean Harvey - Fountain / The Letter (versões acústicas fodassas)
E não quero mais que tenha dó de mim.
Doris Day - Gram
Sou triste. Isso é fato. Penso nisso todos os dias. Com as mãos nos bolsos caminhei esta tarde inteira pelo parque, vi as crianças ao redor, vi a fraca luz do sol que tentava despontar entre as árvores, vi o pequeno sorriso daquele senhor de cabelos brancos, talvez um deus em plena meditação, talvez apenas uma pessoa comum aguardando a abertura dos portais do destino.
Tenho um sensibilidade que não consigo controlar, é tão intensa e dolorosa, é uma flor que nasce dentro de um corte. Me dizem que sou amargo, mas não consigo ter raiva de alguém que me faça o maior dos males, ou odiar o que quer que seja. Não sou amargo em hipótese alguma, meus poucos amigos bem o sabem, até mesmo me dizem para não ter tanta atenção assim com todos, pois isso me traria mais desolação e tristeza. Mas não sei ser menos, sou assim.
Não cultivo jardins de angústias, mesmo se um anjo me diz palavras cortantes sobre um eu que nunca fui, um eu que nunca me será, apenas declino em mágoa passageira, sem um traço de ressentimento, pois sei que tudo é tão rápido e às vezes sem qualquer importância, a alegria de hoje, pode ser o abismo de amanhã, a questão é como você vê a alegria, e o abismo, ou melhor: a questão é como você os sente.
A vida é como um castelo de cartas, pode-se começar muito bem, colocando-as em posições sólidas e estáveis, porém qualquer sopro na brisa pode derrubá-lo facilmente. Ou pode começar sem conseguir equilibrar uma carta que seja, porém você pensa sobre maneiras de manter este castelo em pé, tão firme quanto possível. Eis que aparece o segredo, não basta ter somente a logística e sim o sentimento, junto à ela. Eis a dualidade que chamam de prazer e dor, nada mais são que a mesma coisa, vistas de outros modos.
Ouvindo:
Polly Jean Harvey - Fountain / The Letter (versões acústicas fodassas)


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